sábado, 25 de setembro de 2010

Estudos Sobre o Noni


Professor do Piauí pesquisa planta que pode ser usada no combate ao câncer.

É importante destacar outra substância presente no noni, o damnacantal e o morindiol, que é anticancerígena, pois inibe a ação de um grupo de células responsáveis pelo cancro.
O professor do curso de agronomia da UFPI Francisco Rodrigues Leal, desenvolve uma pesquisa centrada no aspecto do cultivo do noni no Piauí. “O noni pode ser tranquilamente cultivado no Piauí, em solo preferencialmente natural, sem necessidade de agroquímicos, podendo ser plantado em qualquer quintal. É uma planta bem adaptada ao nosso clima”, ressalta o pesquisador.

Embora a comunidade científica ainda não tenha se pronunciado definitivamente acerca das propriedades medicinais do noni, afirma-se que a ingestão da polpa do fruto é antioxidante, retarda a morte das células do corpo, e possui 20 aminoácidos dos 22 que o sangue necessita. O professor da UFPI destaca o benefício do noni para o sangue. “É comprovado que o sangue ‘ácido’ é mais propício ao desenvolvimento de doenças como o câncer. O noni contribui para aumentar o pH do sangue, tornando-o alcalino, e conseqüentemente, mais protegido contra o desenvolvimento de desequilíbrios”, conclui o pesquisador.

Entre os compostos do fruto que beneficiam o organismo, podemos citar o ácido ascórbico, que é uma fonte de vitamina C; os ácidos linoléicos, que são ácidos gordurosos que regulam a absorção intestinal; as glucopiranosas, que regulam os níveis de açúcar; a acubina e o asperulósido, antibióticos naturais; a morindona e a morindina, que possuem propriedades antibacterianas e os bioflavonoides, antioxidantes, que impedem a formação de radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento prematuro e degeneração das células.

É importante destacar outra substância presente no noni, o damnacantal e o morindiol, que é anticancerígena, pois inibe a ação de um grupo de células responsáveis pelo cancro. Ela impede o crescimento dos tecidos malignos e acelera o processo de formação de novos leucócitos, ou glóbulos brancos.

Entretanto, mesmo que o noni possua um valor nutritivo inconteste, suas propriedades medicinais ainda são contestadas pelos cientistas da saúde. Nesse sentido, é preciso lembrar que sua classificação como remédio exige a realização de mais estudos que mostram segurança e, principalmente, eficácia para o tratamento de alguma doença.

É possível que com o tempo, princípios ativos sejam isolados do fruto, e que estes sejam testados para o tratamento de patologias, mas até o momento não há um número suficiente de estudos atestando absoluta eficácia no tratamento de patologias para as quais este fruto vem sendo recomendado. Estudos in vitro e em camundongos sugerem que o uso de componentes de noni possam ser úteis no tratamento de diversas patologias, mas esses dados ainda não podem ser transpostos para o uso clínico.

Assim, o seu uso não elimina a necessidade de acompanhamento médico ou de medicações se essas forem prescritas, no caso de portadores de doenças crônicas ou graves.
Fonte: Ascom da UFPI e Site GP1

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